O maior hub criativo e empreendedor

A Startup Lisboa será responsável, em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, por estructurar e projectar aquele que vai ser o maior hub empreendedor português e um dos maiores da Europa. As Finanças e a Defesa Nacional cederam um espaço com cerca de 30 mil metros quadrados na freguesia do Beato, que servia de armazém militar, à Câmara Municipal para a implantação de um novo hub empreendedor e criativo na cidade. O espaço, que será arrendado por mais de 7,1 milhões de euros por um prazo máximo de 50 anos, foi apresentado a criativos, fazedores, políticos e jornalistas.

O projecto Hub Criativo e Empreendedor – que deverá integrar várias incubadoras nacionais e estrangeiras, residências artísticas, criadores e criativos, uma zona de restauração e muitos mais projectos que venham a interessar-se pelo espaço – deverá ser apresentado até ao final deste ano. Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa referiu: “É um dia marcante para a construcção do futuro da zona oriental da cidade. (…) Este projeto prevê a revitalização e regeneração da zona entre Santa Apolónia e o Braço de Prata e acredito que este é um dos esforços mais ambiciosos de desenvolvimento integrado da cidade desde a Expo 98”.

O projecto de reabilitação e adaptação do imóvel deverá ser implementado gradualmente durante os próximos anos e aproveitando a realização da Web Summit em Portugal. “O evento deverá funcionar como uma âncora para este espaço. Desenvolvemos um plano, as incubadoras ocupam o espaço e, com isso, atraímos o talento que vai estar de olhos postos em Lisboa. Este será um emblema da continuidade da construção do futuro da cidade de Lisboa”, sublinhou Fernando Medina.

Depois de apresentado o master plan, o projecto que designará as funções que desempenharão os espaços que integram o hub, a ideia é que o espaço se desenvolva de forma orgânica e que possa albergar cerca de 3000 pessoas no mesmo espaço. As empresas interessadas por ocupar alguns dos espaços serão responsáveis por parte da reabilitação do espaço. “O investimento será depois compensado com uma taxa de aluguer a um custo mais vantajoso”, explica Miguel Fontes, director executivo da Startup Lisboa.

Na assinatura do contrato entre o governo e a Câmara, António Costa sublinhou a importância do projecto. “O país só pode desenvolver-se tendo como base o conhecimento, o investimento e a inovação”. Para isso, o governo tem levado a cabo reformas assentes “nos pilares da qualificação, inovação e modernização”, de maneira a reforçar um projecto para uma “economia mais competitiva”, tais como o Simplex, que tem como objectivo diminuir as barreiras burocráticas, da iniciativa Indústria 4.0, dedicado à digitalização industrial, ou o Startup Portugal, a estratégia nacional para o empreendedorismo.

Queremos criar condições para atrair e fixar empreendedores, criadores e projectos na cidade. A indústria do século XXI vai distinguir-se pouco das da moda, dos escultores, dos pintores, dos artistas. Porque vai ser uma indústria criativa. Os territórios têm que ser criativos, inovadores, têm que assegurar esta mistura. Porque é ela que gera coesão”, detalhou o primeiro ministro.

 

Por Dinheiro Vivo, 17 Junho 2016

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