Portuguesas lideram nas ciências

Quando o debate pela paridade ganha novo fôlego em Portugal, chegam boas notícias de fora. Num estudo da OCDE publicado este mês, o país aparece no topo da lista com a maior percentagem de mulheres formadas nas áreas de ciências, matemáticas e tecnologias do grupo (57%), muito à frente da média da OCDE (39%) e mesmo da vizinha Espanha (35%).

As conclusões do trabalho revelam que a desigualdade de género continua a ser uma realidade na maioria dos países, em todas as áreas sócio-económicas, com mais mulheres a seguir estudos superiores mas tendo bastante menos oportunidades de carreira do que os homens e com as diferenças salariais entre géneros para o mesmo tipo de trabalho a persistirem. O cenário que se desenha mostra ainda que essas diferenças tendem a agravar-se conforme a faixa etária aumenta - para o que contam fatores como a maternidade, a atrasar e distanciar ainda mais as mulheres de melhores oportunidades e salários.

E ainda que Portugal tenha um caminho longo a percorrer para a igualdade de género, a verdade é que consegue destacar-se num ponto: é visto como um exemplo no que respeita à criação de oportunidades para as mulheres em áreas como a tecnologia, onde a diferença salarial, ainda que exista, se apresenta cerca de 7% abaixo da verificada na média dos países analisados. Quanto aos valores salariais, são os Estados Unidos que dominam, com um rendimento de cerca de 70 mil euros/ano, seguidos da Irlanda e da Suíça. 

 

 

Por Diário de Notícias, Abril de 2018

Voltar